Criativos, divertidos...
Blogue da turma do 6ºA- EBS Paredes de Coura
terça-feira, 19 de junho de 2018
Entrevista da Letícia
Foi
numa aula normal sobre o estado Novo, que a professora de HGP, propôs a
realização de um trabalho, que deixou todos os alunos eufóricos. Eles teriam de
fazer uma entrevista a um familiar, acerca do assunto dado na aula. Cheguei a
casa e peguei num papel onde escrevi várias perguntas. No dia seguinte fui para
a casa dos meus avôs (Agostinho Felgueiras Martins Páris e Maria Rosa Gomes
Cunha Páris),e com muitos risos acabei por aprender muitíssimas coisas, que na
própria aula não foram mencionadas!
§ O que acharam quando, Salazar foi convidado
para ministro das finanças?
Nessa altura ainda eramos novos e não
tínhamos, bem noção do que se passava no país, vivíamos com muita dificuldade,
comia-mos apenas o que o campo nos dava e desses bens ainda os vendíamos para
comprar tecido para as nossas mães nos fazerem roupa.
§ E quando ascendeu para o cargo de PRESIDENTE
DO CONCELHO?
Como te
respondemos na pergunta anterior, não tínhamos muita noção do que se passava,
mas ouvíamos os nossos pais, o meu pai queixava-se constantemente, porque ele
queria ir para Angola, para conseguir ter uma vida melhor, alias naquele tempo
Angola era portuguesa, e Salazar não o deixou ir, porque para o presidente do
concelho (Salazar),primeiro tinha de ir a uma consulta médica, e depois exigia
uma “carta de chamada” ou um passaporte. Por fim acabou por “emigrar a salto”
para França, com a ajuda dos passadores!
Ano e meio depois ( 1967), eu já consegui ir para França, com mais
facilidade tendo obtido passaporte, porque o meu pai estava na França, dando-me
uma ajuda!
§ O que vos era transmitido na escola?
Na escola
era nos transmitido que devíamos ter respeito e obediência pelo regime (Salazar
e os seus restantes ministros).
§ O que faziam na escola?
Logo ao
chegar à escola cantávamos o hino
nacional, de pé virados para a fotografia de Salazar e Américo Tomás.
§ Na escola ouviram falar das palmatorias?
Na
escola, claro que ouvimos falar! Era frequente termos de estender a palma da
mão e dobrar os dedos para baixo para doer mais! No fim aproveitávamos a
frescura da lousa (era uma pedra preta, onde escrevíamos com giz) para
aliviarmos a dor! Sinceramente naquele tempo levamos por tudo e por nada,
bastava falarmos com o colega do lado, ou
num ditado darmos mais de 3 erros, por exemplo.
§ O que achavam da censura? Era muito
restrita?
Era
muitíssimo restrita! Nós como não estávamos a morar em Lisboa pouco sabíamos do
que se passava no país. Uma das censuras que mais nos recordamos era a da
rádio, não podíamos ouvir certas estações, como a rádio “SOVIETICA”, feita em Moscovo/ Rússia, por portugueses, que imitia
para Portugal.
Alguma vez falaram contra o estado novo?
Todos os
dias, mas apenas em família e com pessoas de confiança, e mesmo assim com
muitíssimo cuidado!
§ Foste á guerra colonial? Se sim o qual era
a tua função?
Não, fui á
guerra colonial porque não tinha frequentado a tropa! Os nossos pais, fizeram
serviço militar, mas não foram para a Guerra.
Letícia- Muito obrigada por terem
respondido a este questionário!
Foi com muito prazer que te
respondemos a este questionário!
Entrevista do Diogo
Entrevista a Rosa Sá Fernandes sobre o tempo da guerra colonial
Como era a vida no tempo da guerra colonial?
Era uma vida privada, havia respeito e não se podia falar sobre politica, “não havia liberdade de expressão”, a minha família trabalhava no campo e eu ficava responsável pela limpeza da casa. Naquele tempo havia muita honra, palavra e respeito. Nunca na vida fui apanhada pela PIDE, toda gente tinha medo de falar.
Como é que se alimentavam?
A alimentação era o que gente fazia no campo, raramente se compravam coisas. Comprava-se roupas, sapatos, tecidos na feira. A minha madrinha era costureira por isso raramente comprava roupa, só tecidos e botões. Pouca gente tinha sapatos, no entanto eu sempre tive. O comum eram os “soques” de madeira e até muitos andavam descalços. Nas feiras também se vendiam feijões, ovos, galinhas, ovelhas, vacas etc. Era onde se fazia algum dinheiro. Claro que havia lojas, mas não podíamos comprar o que queríamos, comprávamos só o indispensável o açúcar, a cevada, arroz, sabão, bacalhau, óleo. O azeite e o café eram utilizados em ocasiões especiais mas para isso precisávamos de senhas que eram entregues pelo “Regedor”, porque era tudo racionalizado. O regedor entregava as senha pelo número de pessoas que viviam na casa.
Vocês iam a escola?
A escola era obrigatória, no entanto muitos não iam e era comum vermos alunos mais velhos no primeiro ano. Porque muitos só iam a escola quando não havia muito trabalho no campo como no inverno. Mas durante outono e na primavera nunca vinham porque era a época das colheitas, “São Miguel”, das vendimas e depois na das sementeiras. Mas eu e os meus irmãos sempre fomos, estudamos até a 4ª classe e um dos meus irmãos foi para o seminário e uma irmã foi para enfermagem. Mas muitos pais não deixavam ir os filhos porque precisavam deles em casa para trabalhar e esses nunca chegaram a aprender a ler ou a escrever.
Havia festas naquela época?
Havia, e por estranho que parecesse as pessoas eram alegres e gostavam de se divertir. Os meus pais davam-me 5 coroas e diziam sempre “para não gastar a toa e o que sobrasse era para a casa”. As festas eram religiosas e ao domingo, no verão, havia sempre bandas de musicas e depois era a procissão. Não havia bares, eram senhoras que faziam o café da “picha” ao lume, vendiam água do cortiço e pirolitos (gasosa). Nas festas e na feira era onde a juventude se encontrava e namorava. Íamos para todo o lado a pé, era muito raro apanhar a “carreira”. Para não estragar os sapatos, íamos descalços e ao chegar a feira ou a festa lavávamos os pés e calçávamos os sapatos.
Vocês alguma vez tiveram de esconder comida ?
Sim , uma pessoa chamada “o celeiro” fiscalizava todo o que a gente tinha e nunca avisava quando vinha , então escondia-mos as nossas coisas para ele não as levar. Eles levavam tudo o que as pessoas produziam para armazenar, eram maus com os agricultores e aqueles que não conseguiam esconder os seus bens passavam muitas necessidades, até porque muitos dos campos eram arrendados e a família que o trabalhava já tinha de dividir a produção do campo com o dono.
Havia quem fugisse a guerra?
Sim, os rapazes com a idade para ir para a guerra eram obrigados a ir para a guerra ou fugiam “a solto” para França.
Entrevista de Diogo Soares, nº6, 20/05/2018
Como era a vida no tempo da guerra colonial?
Era uma vida privada, havia respeito e não se podia falar sobre politica, “não havia liberdade de expressão”, a minha família trabalhava no campo e eu ficava responsável pela limpeza da casa. Naquele tempo havia muita honra, palavra e respeito. Nunca na vida fui apanhada pela PIDE, toda gente tinha medo de falar.
Como é que se alimentavam?
A alimentação era o que gente fazia no campo, raramente se compravam coisas. Comprava-se roupas, sapatos, tecidos na feira. A minha madrinha era costureira por isso raramente comprava roupa, só tecidos e botões. Pouca gente tinha sapatos, no entanto eu sempre tive. O comum eram os “soques” de madeira e até muitos andavam descalços. Nas feiras também se vendiam feijões, ovos, galinhas, ovelhas, vacas etc. Era onde se fazia algum dinheiro. Claro que havia lojas, mas não podíamos comprar o que queríamos, comprávamos só o indispensável o açúcar, a cevada, arroz, sabão, bacalhau, óleo. O azeite e o café eram utilizados em ocasiões especiais mas para isso precisávamos de senhas que eram entregues pelo “Regedor”, porque era tudo racionalizado. O regedor entregava as senha pelo número de pessoas que viviam na casa.
Vocês iam a escola?
A escola era obrigatória, no entanto muitos não iam e era comum vermos alunos mais velhos no primeiro ano. Porque muitos só iam a escola quando não havia muito trabalho no campo como no inverno. Mas durante outono e na primavera nunca vinham porque era a época das colheitas, “São Miguel”, das vendimas e depois na das sementeiras. Mas eu e os meus irmãos sempre fomos, estudamos até a 4ª classe e um dos meus irmãos foi para o seminário e uma irmã foi para enfermagem. Mas muitos pais não deixavam ir os filhos porque precisavam deles em casa para trabalhar e esses nunca chegaram a aprender a ler ou a escrever.
Havia festas naquela época?
Havia, e por estranho que parecesse as pessoas eram alegres e gostavam de se divertir. Os meus pais davam-me 5 coroas e diziam sempre “para não gastar a toa e o que sobrasse era para a casa”. As festas eram religiosas e ao domingo, no verão, havia sempre bandas de musicas e depois era a procissão. Não havia bares, eram senhoras que faziam o café da “picha” ao lume, vendiam água do cortiço e pirolitos (gasosa). Nas festas e na feira era onde a juventude se encontrava e namorava. Íamos para todo o lado a pé, era muito raro apanhar a “carreira”. Para não estragar os sapatos, íamos descalços e ao chegar a feira ou a festa lavávamos os pés e calçávamos os sapatos.
Vocês alguma vez tiveram de esconder comida ?
Sim , uma pessoa chamada “o celeiro” fiscalizava todo o que a gente tinha e nunca avisava quando vinha , então escondia-mos as nossas coisas para ele não as levar. Eles levavam tudo o que as pessoas produziam para armazenar, eram maus com os agricultores e aqueles que não conseguiam esconder os seus bens passavam muitas necessidades, até porque muitos dos campos eram arrendados e a família que o trabalhava já tinha de dividir a produção do campo com o dono.
Havia quem fugisse a guerra?
Sim, os rapazes com a idade para ir para a guerra eram obrigados a ir para a guerra ou fugiam “a solto” para França.
Entrevista de Diogo Soares, nº6, 20/05/2018
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
trabalho de pesquisa: Barroco em Portugal
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A minha história- escravatura
| https://goo.gl/images/zhw5JE |
Sou a Amara, tenho
11 anos e já sou escrava no Brasil, mas sou da Guiné. Hoje vou contar-vos a
minha história.
História da minha
vida:
Desde o dia em que deixei África
e entrei naquele navio (conhecido por navio negreiro), a minha vida mudou por
completo. Acorrentaram-me num local fechado com apenas uns respiros. De minuto
em minuto, estava mais calor e a fome e a sede era cada vez mais. Eramos por
volta de 400 escravos e a comida era apenas para 100. A minha mãe morreu
desidratada. A água que nos davam era quente e ainda por cima ela quase não
bebia nada :para me dar a sua. Á custa disso morreu. Tiraram-me da corrente e
estávamos no Brasil, dividiram-nos e venderam-nos. Sou uma escrava urbana e
trabalho arduamente de sol a sol. Mas todos os dias penso na minha mãe, que
morreu por mim. E também em como estará o resto da minha família. Acordo ás 6h
da manhã e vou lavar roupa e pôr a secar. Em seguida vou cuidar da horta e do
jardim. Ás 11bcomeço a preparar o almoço e a sobremesa. Eu só como o que sobra
e no fim de eles comerem. Depois costumo ir ás compras com a D. Adelaide, para
carregar as coisas. Depois acabo de tratar das coisas de casa e quando começa a
escurecer vou fazer a comida no fim arrumo tudo. O meu dia acaba á 00:00
deitada no chão de um pequeno quarto, sem nada para me cobrir. E este é o meu
dia-a-dia.
Inês Barbosa 6ºA
terça-feira, 24 de outubro de 2017
A minha vida (escravatura)
![]() |
| (Imagem: https://goo.gl/images/2rh36E) |
Olá, eu sou a Jana, uma escrava do ano 1670, e vou
contar-vos a minha história.Eu era uma mulher muito feliz, tinha uma filha com
11 anos, linda, um homem espetacular, honesto, simpático, amável e
principalmente bondoso.Eu vivia no Sudão, um território do Norte de África,
como uma mulher sortuda, até que a minha terra entrou em conflito, com a
Tanzãnia um território do Centro de África.
Eles eram 500 a lutar, enquanto nós só éramos 200, como é
óbvio, eles ganharam.
Sendo assim, a minha família foi capturada, cada um para
seu lugar.Eles (os habitantes da Tanzãnia), levaram-me para um barco onde já
estavam bastantes mulheres, lá estava muito calor e cheirava-se a mortes.
Fui tratada como prisioneira, acorrentaram-me, rasgaram as
minhas roupas e deram-me trapos.
Andei cerca de 60 horas de barco, fiquei todos os dias
naquele porão a pensar na minha família. Eles davam-nos (a mim e ás outras
mulheres) pouca comida e cons- tantemente mulheres a morrer.
O ar estava cada vez mais abafado e a higiene não era
nenhuma.
Passados alguns dias, cheguei a uma casa gigante, perguntei
a uma mulher e ela disse que aquilo se chamava de feitoria!!!!
Quando lá entrei, só vi mercadoria e pessoas a compra-la.
Só tive tempo de piscar os olhos, e disseram que eu já estava
vendida, levaram-me, através de uma corrente.
Carreguei durante muito tempo, uma carroça de última
geração, mas eu é que fazia o papel dos bois.
Mandaram-me parar, apenas quando cheguei ao Brasil e lá, de
dia plantava a cana de açúcar e de noite era presa á corrente numa sanzala, que
era um barracão subterrânio sem janela, apenas com buracos para respirar, sem
falar que sempre que eu tinha preguiça ou tentava fugir era chicoteada ou ainda
presa a tronco e lá davam-me muitas chicotadas, porém punham-me sal nas feridas
para a dor durar mais tempo.
E assim conto a minha história no meu próprio
diário!!!!!!!!!
(Anabela Sousa)
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